Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Imprensa argentina elogia goleiro Fábio, do Cruzeiro, contra Estudiantes

Atleta foi o principal destaque do jogo e chegou a receber nota dez em uma das publicações de Buenos Aires

BUENOS AIRES (Argentina) - Até a imprensa da Argentina se rendeu à excelente atuação do goleiro Fábio, do Cruzeiro, no empate em 0 a 0 com o Estudiantes, pela ida da final da Copa Libertadores.

Autor de pelo menos três defesas importantes no Ciudad de La Plata, o goleiro levou nota dez do jornal esportivo "Olé", o principal do segmento no país.

"Os brasileiros mostraram um jogo forte e tiveram a segurança do goleiro Fábio. O Estudiantes custou a dominar a partida e sofreu com os contra-ataques", apontou a publicação.

O "Olé" disse ainda que o árbitro uruguaio Jorge Larrionda "não influenciou o resultado, mas foi 100 % bairrista".

Segundo o "Clarín", o Estudiantes não conseguiu superar o "bom esquema defensivo do Cruzeiro ou o goleiro Fábio" e agora "vai para o tudo ou nada" no Brasil.

De acordo com o "La Nación", que também destacou a grande atuação do goleiro, o time argentino terá de viajar ao Brasil "em busca de uma façanha" no confronto de volta, quarta que vem no Mineirão.

O jornal disse ainda que o veterano meia Verón, destaque da equipe, rendeu muito abaixo do esperado.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Ferrari depende de Raikkonen para ter Alonso em 2010, diz jornal

A edição desta quarta-feira (8) do jornal "La Gazzetta dello Sport" diz que Ferrari depende de saída de Kimi Raikkonen para ter Fernando Alonso em 2010. O custo seria de € 28 milhões

Segundo a edição desta quarta-feira (8) do jornal "La Gazzetta dello Sport", a Ferrari já contratou Fernando Alonso e o quer em 2010. Só um empecilho atrapalha a transferência: Kimi Raikkonen. De acordo com a publicação, o finlandês já sabe que o time não o quer mais, mas não deixa de dizer que planeja cumprir seu contrato, que vai até o final de 2010.

Raikkonen, entretanto, já estaria devidamente orientado por seu advogado e pode abrir mão do último ano de acordo com a Ferrari — pela módica quantia de € 28 milhões, quase R$ 80 mi. A publicação sustenta que a equipe deve anunciar a contratação de Alonso somente após o final da temporada, em Valência, e não no GP da Itália, como foi informado anteriormente pela imprensa espanhola.

A reportagem nem cogita a possibilidade de Felipe Massa ser substituído por Fernando, já que aponta uma falta de vínculo entre Kimi e os mecânicos e engenheiros do time — falha grave para os padrões italianos. Outro indício da confirmação do acerto com Alonso é o silêncio quase sepulcral da Ferrari sobre o caso, ao contrário do que fez com Michael Schumacher, em 1995, quando terminantemente a contratação do alemão.

Como se sabe, no ano que vem o banco Santander, patrocinador pessoal de Alonso, será um dos principais apoiadores da Ferrari.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Adeus a Michael Jackson reúne milhares de pessoas em Los Angeles

LOS ANGELES – Mesmo com performances de estrelas como Mariah Carey, Stevie Wonder e Usher, o grande momento da cerimônia de despedida do cantor Michael Jackson foi a fala de sua filha Paris. "Papai, você é o melhor", afirmou a garota, bastante emocionada, já no final do funeral. O evento aconteceu na tarde desta terça-feira no ginásio Staples Center, em Los Angeles. A cerimônia foi aberta pelo cantor Smokey Robinson. Poucos minutos depois, o caixão com o corpo de Jackson entrou no local, ao som do hino gospel "Soon and Very Soon". A primeira artista a se apresentar foi Mariah Carey. Junto com o cantor Trey Lorenz, ela interpretou "I'll Be There", um dos primeiros sucessos do Jackson 5.

Após Carey e Lorenz terminarem seu número, foi a vez da atriz e cantora Queen Latifah falar sobre a importância de Jackson. Depois, Lionel Ritchie (co-autor, com Michael, da música "We Are the World") subiu ao palco para cantar "Jesus Is Love". Barry Gordy, diretor da Motown, gravadora que revelou o Jackson 5, falou em seguida. Segundo ele, Michael já mostrava um talento incomum desde criança, e também relembrou a primeira vez que viu o lendário 'moonwalk'. "Ele é simplesmente o maior showman que já viveu", afirmou, sob aplausos.

A próxima atração musical foi Stevie Wonder. Após falar que "nós sempre sentiremos sua falta, Michael", o veterano cantor e pianista interpretou um medley de "I Never Dreamed You'd Leave in Summer" e "They Won't Go When I Go", duas composições suas. Em seguida, falaram dois jogadores de basquete do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant e Earvin Magic Johnson. Johnson lembrou da época em que gravou o clipe de "Remember the Time" com Jackson.

A cantora e atriz Jennifer Hudson, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante pelo filme "Dreamgirls", foi a próxima a se apresentar. Ela cantou "Will You be There", música tema do filme "Free Willy". Assim que ela deixou o palco, o reverendo Al Sharpton destacou o papel de Jackson no combate ao racismo nos Estados Unidos. Segundo ele, o sucesso do cantor possibilitou, por exemplo, a eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Ele encerrou seu discurso com uma mensagem para os filhos de Michael. "Seu pai não era estranho. Estranhas eram as coisas com as quais ele tinha que lidar", disse.

A homenagem prosseguiu com "Human Nature", interpretada por John Mayer numa versão praticamente instrumental, e com uma fala da atriz Brooke Shields. Emocionada, ela lembrou da amizade com Jackson quando os dois eram adolescentes, e falou sobre a canção favorita do cantor, "Smile", composta por Charles Chaplin. Logo em seguida, a música foi interpretada por Jermaine Jackson, irmão de Michael.

Ainda houve discursos de Martin Luther King III e da congressista Sharon Jackson Lee, e uma performance do cantor Usher, cantando "Gone Too Soon", do próprio Michael, ao lado do caixão do cantor. Após o número, Smokey Robinson voltou ao palco. Chamou Michael de "irmão", e lembrou de quando o conheceu quando ele tinha apenas dez anos. A atração seguinte foi o jovem Shaheen Jafargholi, de apenas doze anos. Ele cantou "Who's Loving You".

A cerimônia foi encerrada com as músicas "We Are the World" e "Heal the World", com todos os convidados reunidos no palco, e um discurso da família Jackson. "Ele foi o melhor pai que poderia existir. Só queria dizer que eu te amo muito", disse a filha de Jackson, Paris, antes do caixão ser retirado do Staples Center. Uma oração encerrou a cerimônia.

Multidão no centro de Los Angeles

Do lado de fora do portão principal do Staples Center, pessoas se aglomeravam dentro e em frente a um restautante, que transmitia ao vivo a cerimônia em um pequeno televisor. Entre eles, um grupo de brasileiros, que viajou a noite inteira desde São Francisco para participar da despedida do ídolo. "Era impossível não vir. Viajamos mesmo sem ingresso para garantir esses últimos minutos com o Michael", disse Deny Silva, 24 anos.

Logo após o fim da cerimônia, os fãs se dispersaram rapidamente para as ruas nas imediações e a impressão do tributo ao cantor não poderia ser melhor. "Não tenho palavras para explicar. Encontraram o tom exato, um meio termo entre tristeza e felicidade. Todos ficaram impressionados", afirmou Naomi Belaiyng, 24, que veio de Seattle. "Fiquei boquiaberta, não esperava que fosse tão bom e a organização, irretocável", completou Naomi Nox, de Alhambra, na Califórnia.

O público começou cedo a entrar no ginásio, para acompanhar a cerimônia de despedida pública ao popstar Michael Jackson. Mesmo depois do início do evento, ainda havia gente tentando chegar aos portões. Apesar da quantidade de pessoas, o clima permaneceu tranquilo nas imediações da arena esportiva, e a organização do evento surpreendeu pela eficiência: os fãs do astro entraram sem confusão no local, em filas de 100 pessoas, e não houve qualquer sinal de tumulto, graças aos diversos portões de entrada no estádio.

A polícia norte-americana reuniu cerca de 3,2 mil agentes para realizar a segurança nos arredores do ginário. Um dos oficiais chegou a afirmar que, em mais de 20 anos de serviço, nunca viu tantos policiais destacados para um único evento. O subdiretor da polícia local, Earl Paysinger, confirmou que o contingente ultrapassa até o esquema especial montado para as Olimpíadas de 1984. Qualquer pessoa não autorizada que tentasse atravessar a rua que dá acesso ao Staples Center era repreendida e levada de volta.

Os organizadores da despedida do "rei do pop" distribuíram 17,5 mil ingressos, sendo 11 mil para a cerimônia no estádio e os demais para o Nokia Theatre, onde o evento foi exibido em telões. Mais de 1,6 milhão de pessoas haviam se inscrito para a cerimônia na Internet.

Em volta do ginásio, centenas de pessoas se reuniram para cantar e dançar as músicas do cantor. Sósias viraram entrelas por 15 minutos para conceder entrevistas para jornalistas do mundo inteiro. Sucesso entre os ambulantes, réplicas das luvas brancas de Jackson, repletas de brilhantes, eram vendidas a US$ 15, mas balões e "certificados" de participação entregues de graça.

Alan Anitt, 34 anos, veio do município de Ventura para participar da despedida. Vestida dos pés à cabeça de Michael Jackson, disse até se sentir "negra" hoje. "A alma de Jackson está aqui. Estou muito feliz, inesquecível. Estar aqui já é o suficiente."

Distribuídos gratuitamente pela internet, os ingressos para a cerimônia foram proibidos de serem vendidos. A polícia, inclusive, foi orientada a prender possíveis cambistas. Mesmo assim, de maneira discreta, havia quem tentasse ganhar dinheiro com a situação. Observando a polícia, uma mulher ofereceu à reportagem do iG um par de ingressos por US$ 2 mil. Outra disse que já havia vendido 10 entradas, cada uma a US$ 250. Pelo menos uma pessoa foi presa.

O desespero tomou conta de quem não tem dinheiro e ficou de fora do sorteio. Nos arredores do Staples Center, viam-se pessoas chorando por não ter conseguido um ingresso. Mas havia quem estivesse à procura de candidatos para doar um. Foi o caso de Jennifer Herick – como uma amiga que viria de Denver não conseguiria chegar em tempo a Los Angeles, ela estava procurando alguém que "morreria" por um ingresso. "Sei da importância disso para algumas pessoas, por isso preciso selecionar bem."

Cerimônia repleta de estrelas

Cerca de 18 mil fãs e amigos se reuniram no Staples Center e num teatro próximo a ele para quase três horas de cerimônia em homenagem a Michael Jackson, que morreu no dia 25 de junho após ter sofrido um ataque cardíaco em sua mansão em Los Angeles.

"O impacto que ele teve na música americana e na música mundial cruzou todos os limites", disse Howard, que aguarda a cerimônia para assistir as performances de amigos de Jackson e companheiros cantores, além de tributos ao popstar.

Duas pessoas que não estiveram na homenagem foram a ex-mulher de Michael Jackson, Debbie Rowe, que disse na segunda-feira que sua presença poderia ser uma distração, e a amiga de muito tempo de Jackson, a atriz Elizabeth Taylor, que disse que foi solicitada para discursar, mas que estava muito abatida pelo luto.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Brasil conquista primeiro título da Era Marcos Sorato

Em seu primeiro torneio como técnico da seleção brasileira de futsal, Marcos Sorato não decepcionou. Com uma vitória por 7 a 1 sobre o Irã neste domingo, em Anápolis (GO), o time verde-amarelo conquistou o Grand Prix 2009, torneio que reuniu 16 países em Goiás. Em cinco edições, é a quinta vez que o Brasil fica com o título da disputa.

O torneio também marcou o reencontro dos jogadores campeões mundiais com a camisa amarela, o que não acontecia desde a obtenção da taça, no último mês de outubro - neste período, o time nacional até se reuniu em algumas oportunidades, mas sempre com um grupo misto ou totalmente formado por jogadores que ainda buscam chance na equipe. Os gols deste domingo foram marcados por Wilde (3), Ari, Falcão e Lukaian. Ghazi (contra) e Soltani completam a relação.

Apenas três atletas que subiram ao ponto mais alto do pódio no Rio não puderam atuar no Grand Prix: Lenísio e Marquinho, contundidos, além de Schumacher, que pediu dispensa para cuidar de problemas pessoais. Eles foram substituídos por Valdin, Neto e Lukaian, que nesta semana embarcam com o time "B" do Brasil para a disputa dos Jogos da Lusofonia, em Portugal.

Foi uma campanha sensacional do Brasil, que em seis jogos marcou 56 gols e sofreu apenas seis. O Grand Prix só não foi perfeito para o time verde-amarelo porque o ala Falcão não conseguiu superar o recorde de 278 gols gols de Manoel Tobias com a camisa verde-amarela. Com dez na disputa, o jogador da Malwee teve como consolação a artilharia do campeonato. Ele acumula 276 tentos com a camisa verde-amarela.

A terceira colocação do Grand Prix ficou com a surpreendente Romênia. Vítima da maior goleada da competição (12 a 0 feitos pelo Brasil na semifinal), a equipe bateu a República Tcheca por 4 a 2 e conseguiu o bronze logo em sua primeira participação na disputa. "Eu e meus companheiros não estamos acreditando até agora que conquistamos este feito, algo inédito para o futsal do nosso país", admitiu o jogador Emil Raducu.

Brasil e Irã já haviam decidido o título do Grand Prix 2007, em Santa Catarina, com vitória para os donos da casa por 4 a 0. Os dois times também se encontraram non último Mundial, em partida dura vencida pelos brasileiros pelo placar mínimo e em dois amistosos no mês de março, cujos placares foram de 4 a 2 e 2 a 2.Desta vez, no entanto, as coisas foram bem mais fáceis para o Brasil.

Quinto colocado o último Mundial, o Irã seguiu o exemplo das outras seleções estrangeiras no Grand Prix e veio com um time renovado a Goiás - apenas quatro jogadores presentes na boa campanha jogaram o torneio. Eles foram apoiados por cerca de 30 barulhentos torcedores presentes no ginásio Newton de Faria.

O Brasil foi para cima logo em seu primeiro lance de jogo. Assim que o duelo foi iniciado, Vinícius tocou a bola para Wilde, que obrigou o goleiro Abririnia a provar que estava atento. A partida então teve um momento truncado no meio de quadra, mas, com 3min46s Gabriel cruzou e o ala Ghazi errou o corte, marcando contra e abrindo o placar.

O lance não abalou os iranianos, que lançaram-se à frente. Em rápido contra-ataque, o pivô Daneshvar ficou cara a cara com Franklin, que fez excelente defesa. E o arqueiro teve que trabalhar mais até que, com cinco minutos, Carlinhos voltou a fazer o Brasil assustar, acertando a trave em um chute a longa distância.

O segundo gol veio com menos de oito minutos: após pedalar na frente de um adversário, Valdin abriu pela esquerda para Ari, que veio de trás para estufar as redes. Técnico do Irã, Hossein Shams pediu tempo técnico, mas de nada adiantou, já que logo na sequência Carlinhos colocou Falcão de cara com Abrarinia e o ala só teve o trabalho de dar um toquinho por cima do goleiro.

Precisando de buscar o resultado, o Irã passou a ter maior posse de bola, mas, sem articulação entre ataque e defesa, pouco conseguia chegar. E, quando isso acontecia, os estrangeiros paravam nas mãos de Franklin.

Quando os visitantes pareciam estar próximos de seu primeiro gol, Wilde resolveu brilhar: aos 13min23s, o pivô fez o quarto depois de receber passe de Gabriel. Menos de 30 segundos depois, ele marcou de novo, com um chute dado após um belo giro em cima do ala Kiyaei: 5 a 0, que deram números finais à primeira etapa.

O primeiro lance de perigo do segundo tempo veio com 2min20s: frente a frente com o goleiro reserva Mahdavi, Gabriel driblou o rival e, a dois metros do gol, chutou alto, para fora.

Wilde também tentou, forçando o iraniano buscar uma bola rasteira no cantinho, batendo a cabeça. Ari e Falcão também tentaram, mas não obtiveram sucesso, ao contrário de Soltani, que descontou para o Irã aos 10min20s aproveitando cobrança de escanteio.

Mesmo com a taça já praticamente assegurada, o Brasil seguiu tentando ampliar e foi premiado aos 14 minutos, quando Wilde completou rebote dado por Mahdavi após chute dele mesmo. A três minutos e meio do fim, com um corte que deixou Soltani no chão, Lukaian encerrou a goleada que deu mais um título aos brasileiros.

*A repórter viajou a Goiás a convite da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS)

Com fim da obrigatoriedade do diploma, cursos de jornalismo devem sofrer adaptações

Mesmo com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão, professores apostam que a medida não deve diminuir a procura pelo curso de graduação. Por outro lado, universidades já planejam adaptações para tornar a carreira mais diversificada e competitiva no mercado.

Na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), uma comissão estuda mudanças no currículo com o objetivo de estabelecer um vínculo maior entre as matérias humanísticas, como sociologia e antropologia, e as técnicas da área de jornalismo. Além disso, a instituição pretende incluir matérias optativas e de jornalismo especializado. “O curso fica engessado com matérias obrigatórias. Com as optativas, o aluno traça o seu próprio percurso”, considera o professor Pedro Celso Campos.

"O que conta é a qualidade do ensino, o mercado precisa de gente que sabe apurar e editar"

Mesmo se aprovadas pelo conselho da UNESP, as mudanças só devem entrar em vigor a partir de 2011.

Para Campos, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pode impactar faculdades que só trabalham em função de dar ao aluno um diploma. “O que conta é a qualidade do ensino. O mercado precisa de gente com boa formação ética, que sabe apurar e editar”, afirma ele, completando que quatro anos é o “tempo mínimo” para a formação de um jornalista. “É uma área generalista, em que só uma pós não é suficiente. Por isso, acho que se a escola souber divulgar bem os diferenciais que tem deve atrair até mais alunos que antes”, acrescenta.

Cursos mais atuais

Outro ponto de preocupação das instituições é em tornar os seus cursos mais atuais, contemplando as novas tecnologias e não somente as mídias impressas. Isso é o que o coordenador do curso de jornalismo da Universidade Metodista, Rodolfo Martino, em São Paulo, diz que o novo currículo procura fazer: formar profissionais multimídia. “O aluno trabalha em uma redação integrada de impresso, TV, rádio e online”, afirma.

"Todos os anos temos vários formandos e há uma seleção natural dos melhores"

Apesar de “todo o barulho”, ele acredita que não deve haver grandes mudanças e, quem quiser ser jornalista, deve optar pelo curso de quatro anos. Porém, a universidade já pensa em como atender diplomados em outros cursos que queiram ingressar no jornalismo. A intenção é criar já para 2010 um curso de pós-graduação Lato Sensu para aprimoramento destes profissionais.

O mesmo acontece com a Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, que pretende abrir um curso de graduação tecnológica de dois anos para quem quiser aprender técnicas de jornalismo. Além disso, estuda a ampliação dos cursos de pós-graduação na área de comunicação. “Imagino que aquele garoto de 18 anos que acha que sua vocação é jornalismo deve fazer a faculdade porque o curso não é só técnica, é reflexão”, diz Hugo Santos, diretor de comunicação e artes do Centro de Ensino Superior da Estácio.

David Renault, coordenador do curso de jornalismo na Universidade de Brasília, explica que cerca de 1/3 das disciplinas são comuns a todas as áreas da comunicação, 1/3 específicas para jornalismo e, o restante, optativas. “Não acredito que vai haver mudança porque hoje o mercado já se auto-regula. Todos os anos temos vários formandos e há uma seleção natural dos melhores”, diz.

Horas a mais nos livros

Ao contrário do que possa parecer, o fim do diploma não vai implicar em folga aos estudantes. Aqueles que quiserem passar por uma universidade terão que estudar mais. Pelo menos isso é o que propõe uma comissão de Especialistas em Jornalismo, que estuda mudanças nas diretrizes curriculares e sugere o aumento das atuais 2.700 horas para 3.200 horas. Além disso, a comissão quer também 200 horas obrigatórias de estágio, sejam elas na própria instituição de ensino ou em redações.

"Não é como ele diz que a profissão não oferece perigo às pessoas. Oferece um perigo a toda a sociedade"

Segundo o professor Alfredo Eurico Vizeu, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), as mudanças já estavam em estudo, mas a queda do diploma veio para confirmá-las. “Temos que fortalecer o profissional”, diz. As alterações não devem ser imediatas. O processo de mudança deve demorar pelo menos dois anos, conforme Vizeu.

Vagas em jornalismo

Os professores afirmam que ainda é cedo para avaliar o impacto da queda do diploma na procura pelo curso. Isso só será possível no próximo vestibular, no final do ano. No entanto, eles consideram que, assim como o curso de publicidade e propaganda - que não exige diploma para atuar na área - mantém-se como um dos cursos mais procurados, o mesmo deve acontecer com jornalismo.

No último vestibular da Fuvest, por exemplo, o curso de publicidade ficou entre os mais concorridos, com 40,66 candidatos/vaga. À frente até mesmo de jornalismo, que teve 36,03 candidatos/vaga.

Na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, o coordenador do departamento de jornalismo, Hamilton Octávio de Souza, explica que jornalismo é o terceiro curso mais procurado da instituição. “Só perde para Medicina e Relações Internacionais, ultrapassa até o de Direito”, afirma ele, que não acredita na diminuição dos candidatos.

Falta de regulamentação

A decisão do STF contra a obrigatoriedade do diploma, que tem provocado fúria nos estudantes de jornalismo, não encontra unanimidade nem mesmo entre especialistas da área. José Coelho Sobrinho, coordenador da comissão de graduação da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o ministro e presidente do STF, Gilmar Mendes, foi “muito infeliz” e demonstrou “ignorância” sobre a história do jornalismo. “Não é como ele diz que a profissão não oferece perigo às pessoas. Oferece um perigo a toda a sociedade. Sempre tivemos jornalistas por trás de alguma guerra”, afirma, acrescentando que o profissional não precisa ter só técnica. “O conteúdo ético é tão ou mais complexo que de um advogado”, diz.

Sobrinho afirma ainda que, com a proliferação de blogs e sites, hoje qualquer pessoa pode colocar uma notícia no ar, mas o que conta é a credibilidade do veículo. “Aquela assinatura que vai ser importante”, avalia.

Segundo ele, na USP não há nenhuma discussão sobre possíveis mudanças curriculares ou criação de novos cursos de pós-graduação e mestrado. O professor diz temer que o jornalismo volte a ser “um bico”. “Logo será como telemarketing, que quando apareceu as pessoas tinham que ter um determinado nível e, quando foi se popularizando, foi diminuindo”, afirma.

"O que será preciso agora para ser jornalista? Ter nível médio? Superior?"

A diretora da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EFRJ), Ivana Bentes, que se diz “a favor da formação, mas contra a exigência do diploma”, afirma que a decisão do Supremo veio “tarde”. “O que é exigido de apurar e escrever é exigido em todos os cursos de comunicação. Isso é a base. Não há exigência de diploma para Publicidade, Cinema, por que a excepcionalidade para Jornalismo. O que justificaria?”, critica.

Para ela, este é um bom momento para os cursos se “oxigenarem”. “É a crise do campo como um todo. O profissional tem que se reinventar”, considera.

No entender de Souza, da PUC, a desobrigação de um diploma não é o principal problema que a decisão trouxe, mas sim, a falta de regulamentação da profissão. “O que será preciso agora para ser jornalista? Ter nível médio? Superior? Vai ser exigido comprovar prática para se registrar?”, argumenta, torcendo para que essas repostas sejam logo respondidas.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Justiça libera venda do game 'Counter-Strike' no Brasil

Tribunal Regional Federal julgou medida cautelar nesta quinta-feira (18).
Jogo para PC teve venda proibida no país em janeiro de 2008.


A comercialização do game "Counter-Strike" no Brasil voltou a ser autorizada nesta quinta-feira (18) pela Justiça, após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. A venda do jogo de tiro em primeira pessoa havia sido proibida em 22 de janeiro de 2008 por decisão do juiz federal Carlos Alberto Simões de Tomaz, da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais.

Segundo o site do Tribunal Federal da 1ª Região, o processo aguarda publicação do acórdão para liberar a venda do game. A sentença de proibição de "Counter-Strike', em 2008, considerava que o jogo era "nocivo à saúde dos consumidores".

A Electronic Arts, empresa que distribui o jogo da produtora Valve no Brasil, não se pronunciou oficialmente sobre a medida cautelar que suspendeu os efeitos da sentença de 2008, mas confirmou ao G1 que o jogo voltará a ser comercializado sem impedimentos. A distribuidora de jogos eletrônicos enviou comunicado às lojas de games, anunciando a decisão da Justiça.

"A ELECTRONIC ARTS LTDA., empresa distribuidora do jogo “COUNTER-STRIKE” no Brasil, informa que a comercialização e utilização do jogo “COUNTER-STRIKE”, bem como de qualquer produto ou material relacionado, foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos autos da Medida Cautelar n° 2008.01.00.010959-9, em decisão unânime que suspendeu os efeitos da sentença proferida pelo Juízo da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Minas Gerais na ação civil pública nº 2002.38.00.046529-6", diz trecho do comunicado publicado no blog de uma loja de vendas pela internet.

O Procon de Goiás, que iniciou o recolhimento de "Counter-Strike" em 2008, publicou, à época, que o jogo "reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros". A descrição, porém, referia-se a uma modificação não-oficial feita pela comunidade de jogadores.

Baseado em 'Half-Life'

Criado a partir de modificações no jogo "Half-Life", "Counter-Strike" foi desenvolvido pela comunidade de jogadores em 1999, sendo posteriormente comercializado pela produtora Valve. No jogo, duas equipes se enfrentam em partidas on-line: o time dos "terroristas" e o dos "policiais". As missões variam entre armar/desarmar bombas e eliminar a equipe adversária.

Considerado o jogo mais popular dos "ciberesportes" em competições como Electronic Sports World Cup (ESWC) e World Cyber Games (WCG), "Counter-Strike" ganhou novas versões, como "Condition zero" e "Source".

Em 2008, ele teve a venda proibida no Brasil ao lado de "Everquest", RPG on-line (MMORPG) lançado em 1999, e que foi uma das referências do gênero que hoje tem em "World of warcraft" seu mais popular representante.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Hospital confirma que André Marques está com a gripe suína

Em quarentena desde a última segunda-feira (29), André Marques foi informado pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho que está infectado pelo vírus Influenza A (H1N1), que causa a chamada gripe suína. Ele recebeu a notícia por telefone, na noite da última quinta-feira (02).

Por conta disso, os outros apresentadores do "Video Show", Luigi Barrichelli, Geovanna Tominaga e Fiorella Mattheis, também estão em quarentena e não foram para os estúdios da Rede Globo nesta sexta-feira (03). A atriz Ana Furtado assumiu a apresentação do programa e conversou com André por telefone.

"Estou 100%, bem disposto, poderia até ir jogar futebol, mas estou em repouso e tomando remédio. Domingo (05) é o último dia do remédio e na segunda já estou aí. Tenho que tomar o remédio bonitinho", disse André para Ana. Na sequência, ele se corrigiu e afirmou que não poderia sair e se divertir, não. "Tem gente tomando conta de mim, mas não posso ficar com ninguém, não posso nem descer no prédio, porque poderia passar o vírus para alguém e até eu mesmo piorar".

André também falou sobre o começo da doença e os primeiros sintomas que sentiu: "Quando cheguei da Argentina, no domingo (28), estava superbem. Na segunda, quando fui fazer o programa, senti o estúdio muito frio e a febre bateu forte quando cheguei em casa à noite".

Ele assumiu, por fim, que não tomou todos os cuidados que deveria na Argentina. "A equipe do 'Estrelas' deu as máscaras, mas não usei. Mas quando me senti mal, corri para o hospital e fiz todos os exames. Todo mundo deve fazer o mesmo", aconselhou.

Aguardando um documento

No início da tarde desta sexta-feira (03), o Babado entrou em contato com André, que ainda aguarda um documento que comprove a doença: “Estou muito bem, mas tenho que ficar em casa porque estou com a gripe sim. Foi tudo meio confuso, não recebi nenhuma confirmação por escrito, mas me ligaram dizendo que meu exame deu positivo”, contou.

No último fim de semana, André esteve na Argentina gravando uma entrevista para o programa "Estrelas", da Rede Globo, apresentado por Angélica. A apresentadora e o seu marido, Luciano Huck, que também esteve no País, estão em quarentena a pedido da emissora, que cumpre o protocolo indicado pelas autoridades sanitárias.